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O assunto hoje é pichação.

Foto: Créditos/Arquivo94 FM

Venho pensando em alguns assuntos para minhas postagens. E hoje ao andar em uma rua que nunca tinha andado antes, observei muitas casas pichadas. Isso me fez pensar que falar aqui sobre pichação seria um tema interessante. Afinal de contas quais são os limites?
Lembrei de uma crônica argumentativa de
Mário Prata que li há algum tempo em um livro antigo e fui procurá-la para compartilhar com vocês.

No topo
Diga onde seu nome está escrito e eu lhe direi quem és


Num programa a que assisti outro dia na tevê, um humorista apresentou um método bem curioso para sabermos se somos ricos, pobres ou de classe média. "Se, no trabalho, seu nome está em sua blusa, você é pobre; se está escrito na sua mesa, você é de classe média; se seu nome estiver escrito, em letras enormes, na fachada do prédio em que você trabalha, então você é rico." Faz sentido. Eu só acrescentaria algo mais à terceira definição: se seu nome estiver, em letras garrafais, na fachada do prédio, você pode ser tanto rico quanto pichador.
De uma certa maneira, todos nós queremos ver nossos nomes escritos por aí. Quanta gente não daria tudo para aparecer na televisão, participar do Big Brother ou ser capa da capricho? Ser famoso é mais que um sonho: é uma exigência da nossa época. Capa um faz o que pode para sobressair: uns são bons no futebol, outros na matemática, fulano é engraçado e sicrana é lindissíma. Mas se a vida, por um lado, nos apresenta uma intinidade de caminhos que podemos seguir, também nos bate muito a porta na cara. Às vezes as circustâncias são muito mais fortes do que nossos planos. Por exemplo: se você fosse mais velha,se tivesse três filhos para criar, estivesse desempregada e surgisse uma oportunidade de emprego numa fábrica de parafusos, dificilmente diria "não, obrigada, mas fazer parafusos não é a minha ambição na vida, eu quero é ser veterinária e trabahar com periquitos." Para o pessoal que tem o nome escrito na roupa, o mundo não é esse sonho de liberdade e múltiplas escolhas que às vezes acreditamos ser.
Essa é uma contradição muito grande do mundo em que a gente vive. De um lado ouvimos por todo canto: faça o que você quiser! Ouse, vença, escolha seu próprio caminho! Seja original! Destaque-se!De outro, no entanto, estão todas as limitações da vida: quem tem 1,50m jamais será o rei do basquete, quem nasceu em uma favela dificilmente será diretor de uma multinacional, e se você é mais gorda do que a maioria das meninas, desculpe informar, mas não acho que modelo seja a profissão em que terá mais sucesso.
A pichação é a consequência dessa contadição. Quando o garoto começa a perceber que seu futuro está muito mais para a fábrica de parasfusos do que para jogador da seleção brasileira, que o único lugar em que as pesoas lerão seu nome será na etiqueta de seu macacão, resolve fazer fama por suas próprias mãos: pega um spray de tinta e escreve seu nome no alto dos prédios. Os pichadores competem para ver quem chega mais alto, quem escreve o nome no lugar mais difícil.
Mas não é só entre si que eles competem. Também disputam espaço co outodoors, com propagandas de uísque, cigarro e roupas, com bandas de música pop. A maioria das mensagens diz: Ouse! Seja original! Apareça!

De uma certa forma, é mais ou menos isso que o pichador está fazendo: conquistando seus 15 palmos de fama na imensidão das grandes cidades. Ele nunca chegará ao topo da sociedade; seu nome, sim.



Capricho,20 de abril de 2003


A crônica é um texto curto que trata de fatos do cotidiano com lirismo, muitas vezes, acompanhado de reflexões críticas. A crônica acima é caracterizada como argumentativa, pois ela não limita-se a retratar um fato, mas formula uma tese e a defende com argumentos.
Na crônica "No topo", que aborda o tema da pichação como recurso para obtenção da fama, a tese apresentada pelo cronista é de que: " ser famoso é mais que um sonho: é uma exigência de nossas época. Cada um faz o que pode para sobressair." Quais seriam os argumentos que ele ultiliza para sustentar sua tese? Você é contra ou a favor dessa prática?

P.S: Em breve teremos novidades a respeito do projeto. ;D

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2 comentários:

Lailsa Ribeiro

Um dos meus gêneros prediletos pela audácia e ânsia da verdade dita. Se os pensadores da sensibilidade artística dizem que arte não se aprende arte se faz, o que seria dos pichadores clandestinos amadores do protagonismo? É. Acham que é arte! A ignorância de um ser também, assim provado nos mais altos edifícios com seu nome estampado. No entanto, essa é a antiarte, e aqueles são os antiartistas.

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