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Esquema da Sequência Didática da Oficina: Tecendo argumentos [...]

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SEQUÊNCIA DIDÁTICA


O QUE É UMA SEQÜÊNCIA DIDÁTICA? 

O conceito de seqüências didáticas definido por Dolz e Schneuwly (1996) apud Brakling [1] apresenta a seguinte definição:Atividades planejadas para serem desenvolvidas de maneira seqüenciadas, com a finalidade de tematizar aspectos envolvidos na produção de textos organizados em um determinado gênero, de maneira a possibilitar aos alunos a mestria na sua escrita. São atividades que têm como objetivo a aprendizagem de características da estrutura (comunicativa) particular dos textos pertencentes de linguagem, que são, sobretudo traços de posição enunciativa do enunciado e os conjuntos particulares de seqüência textuais e de tipos discursivos que formam sua estrutura. (DOLZ E SHNEUWLY (1996) apud BRAKLING, 2000. P 244 e 225)Apresentaremos a seguir a seqüência didática desenvolvida para a aplicação de 18 aulas elaborada com o intuito de trabalhar o gênero artigo de opinião com alunos do 3° ano do ensino médio participantes da Oficina de produção textual: Tecendo argumentos, realizada no período de 27 de setembro a 08 de outubro de 2010 na E.E.M. Lauro Rebouças de Oliveira. A oficina conta com o apoio do blog Rio de Palavras, oceano de ideias, que terá dentre outros objetivos o de funcionar como canal de interação entre os alunos e será destino das produções finais por eles apresentadas.Dolz e Schneuwly (1996) defendem que o objetivo da seqüência didática é permitir ao aluno o acesso e domínio de novas práticas de linguagem, e que o planejamento da seqüência didática deve ocorrer mediante a necessidade do aluno, tendo por essa razão um caráter flexível. Sendo assim, devemos considerar que podem ocorrer modificações/adaptações na sequência abaixo explicitada no intuito de melhor adequação à proposta pretendida e correção de algumas possíveis falhas.
Esquema da Seqüência Didática da Oficina: Tecendo argumentos1. Apresentar a proposta da oficina e socializar o blog.2. Apresentar e/ou revisar os conceitos de texto e textualidade. 3 3f3. Apresentar discussão sobre o ato de argumentar / Avaliar o conhecimento prévio dos alunos sobre o gênero artigo de opinião.4. Apresentar o gênero artigo de opinião, fazendo circular alguns de seus exemplares pela sala. Propor o uso de "Estratégias de Leitura" para despertar o interesse e motivar a interação dos alunos.5. Organizar e sistematizar o conhecimento sobre o gênero artigo de opinião, com estudo detalhado de sua função sócio-comunicativa, seus recursos linguísticos individualizadores, suas unidades organizacionais e a forma como esse gênero circula.6. Identificar e listar alguns dos temas polêmicos da atualidade que podem ser trabalhados tanto em postagens do blog como na produção final dos artigos.7. Eleger um tema a ser explorado em discussões e na produção escrita.8. Fazer uma produção escrita coletiva, tendo o professor como escriba, para que todos troquem conhecimentos e passem a dominar melhor o gênero estudado. 9. Buscar informações referentes ao tema escolhido. (pesquisar em jornais, revistas, sites, levantar uma pesquisa na própria escolar...) 10. Fazer uma produção escrita individual com critérios previamente estabelecidos e apresentados.11. Fazer a revisão e a reescrita da produção individual, melhorando-a.12. Publicar junto com os alunos na sessão Tecendo argumentos do blog Rio de palavras, oceano de ideias. In: http://eccriandoargumentos.blogspot.com/ os artigos produzidos.13. Avaliação final dos trabalhos sob critérios predefinidos e explicitados aos alunos no momento da produção.


EIXO TEÓRICO/ METODOLÓGICO:

1. APRESENTAR A PROPOSTA DA OFICINA E SOCIALIZAR O BLOG.
Essa primeira etapa visa esclarecer detalhadamente todos os objetivos pretendidos, bem como os passos metodológicos que conduziram aos resultados almejados ao final de todo o processo de construção do gênero artigo de opinião escolar. Adoção por essa medida é fundamentalmente necessária, uma vez que estamos utilizando de procedimentos técnicos para o trabalho de uma pesquisa-ação, que de acordo com Thiollent (1986, p.14) apud Heerdt (s/d), “é concebida e realizada em estreita associação de um problema coletivo e no qual os pesquisadores e participantes representativos da situação ou do problema estão envolvidos de modo cooperativo ou participativo.” Essa ação participativa só será bem executada pelos participantes (alunos) mediante o esclarecimento do que se pretendem executar e como fazê-lo. Em virtude dessa concepção sociointeracionalista começaremos explicando aos alunos o que é uma oficina,qual o seu objetivo e sua didática, para que assim, eles fiquem familiarizados com a nova metodologia apresentada. Utilizaremos nessa seqüência a apresentação de Roese (2003) que define a oficina como “uma prática pedagógica interativa, na qual se elabora algo para ser utilizado. Ensinar e aprender coletivo = trabalho individual + tarefa socializada = união entre teoria e prática = construção de conhecimento (ação + reflexão).”Após a rápida explanação conceitual da proposta de trabalha a perspectiva de oficina, passaremos para o conteúdo programático, o tempo de duração, os procedimentos didáticos adotados e os critérios avaliativos a serem considerados. Esse procedimento é o que Katty Rasga (s/d) chama de “Contrato didático”. É extremamente importante a participação de todos os envolvidos, uma vez que isso possibilita a visão ativa e real do aluno.Como já mencionado anteriormente, a seqüência didática tem um caráter flexível e é possível que seja perceptível a necessidade de modificações somente mediante o andamento de sua aplicação.No caso específico de nossa proposta estamos trabalhando com um blog que será socializado entre os alunos. Nessa primeira etapa de apresentação da proposta pedagógica iremos também socializar algumas decisões referentes à sua utilização. Pediremos aos alunos que acessem o endereço e junto com eles apresentarei as postagens, os elementos do blog, os seguidores, os blogs favoritos, o Cbox (caixa de mensagem do blog), enfim iremos fazê-los navegar no blog sob nossa orientação. Estando eles livres para opinar, dar sugestões e inclusive mudar o template do blog (que será feito em votação na qual iremos apresentar opções de votos). Eles também auxiliarão na seleção dos assuntos das postagens, apresentação de discussões sobre diversos temas polêmicos, realização de enquetes dentre outras decisões, uma vez que desempenharam o papel de colaboradores. O blog representa o canal de interação entre os alunos participantes da oficina e todos aqueles que desejarem visitá-lo. Por esse motivo pediremos a produção de um cartaz de divulgação para fixar na escola e ele será elaborado por um grupo de (no máximo 6 pessoas). Enquanto que os demais serão orientados a produção da primeira postagem coletiva do blog.
2. APRESENTAR E/OU REVISAR OS CONCEITOS DE TEXTO E TEXTUALIDADE.

Antes de passar diretamente para o trabalho com gênero artigo de opinião é importante (a nosso ver) revisarmos (ou mesmo apresentarmos) os conceitos de texto e textualidade. Tal explanação auxiliará os alunos ao entendimento de que ao escrever um texto existem alguns fatores que devem ser levados em consideração. A identificação desses fatores é fundamental para que a produção seja bem sucedida. Consoante afirmação de Costa Val (1991, p. 3) “para se compreender melhor o fenômeno da produção de textos escritos, importa entender previamente o que caracteriza o texto, escrito ou oral, unidade lingüística comunicativa básica, já que as pessoas têm para dizer umas às outras não são palavras, nem frases isoladas, são textos.” Koch (2003, p.7) compartilha da opinião da autora citada anteriormente definindo que “texto não é simplesmente uma seqüência de frases isoladas, mas uma unidade lingüística com propriedades estruturas especificas.”O conjunto das características que condicionam um texto como tal é chamado de textualidade. Beaugrande e Dressler (1983) apontam sete fatores de textualidade: a coerência e a coesão, que correspondem ao material conceitual e lingüístico do texto e a intencionalidade, a aceitabilidade, a situacionalidade, a informatividade e a intertextualidade, sendo esses últimos chamados de fatores pragmáticos (elementos extralingüísticos)É importante que o desenvolvimento do item acima se dê primeiro por uma atividade prática que possibilite os alunos perceberem esses elementos e somente posterior à tarefa realizada inicia-se as explanações teóricas. Dividiremos a turma em grupos e distribuiremos entre eles alguns textos e não-textos recortados (ou seja, frases soltas) para que os alunos possam tentar estruturá-los. Mediante a execução da tarefa os mesmos serão questionados sobre o sentido dos textos. A partir daí iniciaremos a apresentação dos conceitos e após as explanações será proposto a resolução de alguns exercícios de fixação sobre o assunto.

  3. APRESENTAR DISCUSSÃO SOBRE O ATO DE ARGUMENTAR / AVALIAR O CONHECIMENTO PRÉVIO DOS ALUNOS SOBRE O GÊNERO.

 É momento de introduzir os trabalhos com o gênero artigo de opinião e iremos iniciar apresentando algumas reflexões sobre o ato de argumentar e as dificuldades no processo da escrita (para esse último usaremos da leitura da crônica Canteiro de palavras de Nilson de Souza). E em seguida questionaremos os alunos sobre: O que acharam da crônica? Qual o assunto tratado? Você gosta de escrever? Quais as principais dificuldades na hora de escrever um texto? Passada a discussão dirigida sobre o ato da escrita iniciaremos a questão da importância da argumentação com uma tirinha relacionada ao tema. Nessa seqüência utilizaremos uma tirinha de Jim Davis. (Irei scanner para colocar aqui, pois tem total relação com o ato de argumentar)Com base na tirinha questionaremos os alunos sobre: Qual a importância de argumentar? Quais relações existentes entre esse ato e a sua vida? Pergunte se eles gostam de escrever e caso não goste questione: por quê ? Essa é uma boa maneira de verificar junto aos alunos quais as barreiras que deverão ser transpostas e a partir dessa identificação analisar quais seriam as estratégias mais adequadas para inverter esse quadro.

 4. AVALIAR O CONHECIMENTO PRÉVIO DOS ALUNOS SOBRE O GÊNERO. 

Distribua entre os alunos alguns exemplares de gêneros diversos e peça que eles classifiquem esses gêneros e identifiquem dentre eles qual apresenta argumentação (que busca convencer o leitor e defende uma tese). Apresente questionamentos do tipo: o que você sabe sobre o gênero artigo de opinião? Onde circula esse gênero? Qual o seu objetivo? Quem o escreve?

5. APRESENTAR O GÊNERO ARTIGO DE OPINIÃO, FAZENDO CIRCULAR ALGUNS DE SEUS EXEMPLARES PELA SALA. PROPOR DE "ESTRATÉGIAS DE LEITURA" PARA DESPERTAR O INTERESSE E MOTIVAR A INTERAÇÃO DOS ALUNOS. 

Escolhemos um artigo para analisar junto com os alunos. Iniciaremos expondo para eles apenas o nome do artigo. No nosso caso iremos analisar o artigo: Sexo, dinheiro e sucesso. Só lendo! De Ulisses Tavares publicado na revista Discutindo literatura. Em seguida perguntaremos sobre qual assunto eles suspeitam tratar o artigo. Listaremos na lousa o que eles forem respondendo para que após a leitura possamos conferir o que foi confirmado e/ou retificar as informações falsas. Depois apresentaremos lhes o nome do autor do artigo e questionaremos se eles imaginam onde esse artigo foi publicado. Anotaremos suas respostas e continuaremos a fazer as inferências para análise do artigo. Assim, aos poucos chegaremos à identificação da tese, dos argumentos e dos contra-argumentos do autor. 

6. ORGANIZAR E SISTEMATIZAR O CONHECIMENTO SOBRE O GÊNERO, COM ESTUDO DETALHADO DE SUA FUNÇÃO SÓCIO-COMUNICATIVA, DOS SEUS RECURSOS LINGUÍSTICOS INDIVIDUALIZADORES, DE SUAS UNIDADES ORGANIZACIONAIS E DA FORMA COMO ESSE GÊNERO CIRCULA. 

Para o desenvolvimento do item acima utilizaremos do conceito da trilogia apresentado por Bakhtin (1997) sobre a qual, o pensador russo, defende que embora os gêneros apresentem uma “relativa estabilidade” eles estão estruturados em torno de três aspectos caracterizadores: a seleção de temas (conteúdo), a escolha dos recursos lingüísticos (estilo) e as formas de organização textual (construção composicional).Para a realização desse estudo acreditamos ser interessante a distribuição de vários exemplares do gênero artigo de opinião para que após a leitura deles os alunos possam preencher um quadro de visualização de suas descobertas com respostas para as seguintes perguntas: Quem é o autor do artigo? Qual o local de circulação desse artigo de opinião? Quais são os possíveis leitores deste artigo? Para que serve o gênero artigo de opinião? Qual o tema (assunto) do artigo apresentado? Que tipo de linguagem apresenta o artigo lido? Qual o objetivo do (a) articulista autor (a) do artigo publicado? 

7. IDENTIFICAR E LISTAR ALGUNS DOS TEMAS POLÊMICOS DA ATUALIDADE QUE PODEM SER TRABALHADOS. 

Começaremos o desenvolvimento desse item questionando os alunos a respeito do que vem a ser um tema polêmico. Em seguida, junto eles, criaremos uma lista de temas polêmicos (atuais) que poderiam ser discutidos posteriormente no blog e em uma produção futura. (É importante que todos os alunos opinem). Para deixar o trabalho mais interessante solicitaremos a confeccição de um cartaz ilustrado com gravuras referentes ao tema que poderá ser posteriormente fixado junto ao cartaz de divulgação do blog dentro da própria escola. 

  8. ELEGER UM TEMA A SER EXPLORADO EM DISCUSSÕES NA SALA DE AULA, BEM COMO NA ELABORAÇÃO DA PRODUÇÃO ESCRITA INDIVIDUAL. 

A escolha da temática a ser desenvolvida na produção final e publicada pelos alunos no blog dever ser feita pelos próprios alunos de forma democrática. Para tornar essa decisão mais interessante ela acontecerá na forma de uma eleição em que os alunos anotarão em um pedaço de papel o tema sobre o qual desejam escrever e colocarão em uma urna que após a votação será aberta e feita à contagem dos votos. (A lista de temas produzida no item anterior dessa sequência orientará os alunos – eleitores - a visualizar as opções de voto existentes. Ao final da eleição será agendo o dia da produção sobre o tema escolhido. 

9. FAZER UMA PRODUÇÃO ESCRITA COLETIVA, TENDO O PROFESSOR COMO ESCRIBA, PARA QUE TODOS TROQUEM CONHECIMENTOS E PASSEM A DOMINAR MELHOR O GÊNERO ESTUDADO. ESSA PRODUÇÃO SERVIRÁ DE MODELO PARA OS PROCEDIMENTOS DE CONSTRUÇÃO DO ARTIGO INDIVIDUAL DOS ALUNOS.

Serafini (2001) apresenta duas fases fundamentais para a realização da produção escrita. A primeira delas é a fase de seleção das ideias (conhecida também como pré-escritura). Ela engloba todas as operações que ocorrem antes da escrita do texto; inclui a seleção das idéias, a organização, a identificação da tese a ser defendida e a confecção do roteiro. Somente depois de executado todo esse procedimento é que se realiza a fase de feitura do texto, ou seja, a escrita do texto propriamente dito.1. Seleção das informações:A fase de seleção das informações tem por objetivo recolher a informação própria ao assunto que será desenvolvido no texto. Essa etapa não deve ser realizada apenas mentalmente, é necessário que ela aconteça de forma concreta, em uma folha de papel em que constem todas as anotações; tudo que tenha relação com o texto que será escrito posteriormente.A listagem dos dados tem a função de “prolongar a memória do mundo visível” (Serafini,2001,p.31). É fundamental que antes de iniciar a pesquisa das informações que se defina o que se pretende procurar. Isso pode ocorrer de duas maneiras; na elaboração de uma lista de perguntas ou por pontos-chaves.A autora alerta para a importância de ir anotando as fontes das quais foram extraídas as informações que forem sendo consideradas relevantes e cancelando as que não parecerem adequadas à produção.2. Organização das informações:Após recolhido o material (as informações) que será usado na confecção do texto é o momento de organizar os dados coletados, selecioná-los e decidir em que ordem serão usados. 3. Categorização e mapa das idéias:Para organizar o material que irá compor o texto é importante encontrar um modo de reagrupar os dados em subconjuntos usando como critério a relação de elementos comuns entre eles.Na exemplificação apresentada por Serafini (2001) a respeito da categorização e do mapa o tema a ser desenvolvido é “o trafego nas grandes cidades”. Na proposta a autora aponta três categorias possíveis: causas, conseqüências e soluções.Nessa etapa de categorização e “mapeamento” é possível que sejam feitas algumas alterações dentro das próprias categorizações definidas. É possível também passar de casos particulares para exemplos de período que utilize de generalização. Como por exemplo, passar a frase: “Meu tio teve um esgotamento nervoso por causa do barulho e da confusão em seu bairro e foi morar no campo.” para a seguinte frase: “ O tráfego causa esgotamento nervoso.(lembrar de meu tio)”Serafini (2001,p.38)afirma que “o mapa é a racionalização natural dos grupos associados. Por mapa entendemos um esquema gráfico que mostra os vários elementos.” De acordo com a autora o recurso do uso do mapa é muito eficiente porque o permite distinguir as informações mais importantes daquelas um pouco menos, e isso possibilita a articular o texto.A atividade desenvolvida para a sua elaboração pode se dar na forma de um grande círculo em que todos participem com idéias que lhes pareçam adequadas. Isso facilitará e deixará mais rápida a construção do mapa.A configuração do mapa é a seguinte: o tema do texto é posto no centro da figura da qual saem os elementos coligados. No caso do mapa das idéias os elementos ligados ao tema são primeiramente as categorias estabelecidas. Dessas categorias podem surgir subcategorias. Conforme afirmações de Serafini (2001) a técnica da elaboração de mapa das idéias é eficaz tanto para a composição quanto para a compreensão de textos.4. Identificação da tese:Ao escrever um texto deve-se identificar a idéia a qual se pretende defender. É importante que ela esteja escrita em uma frase ou parágrafo para que fique facilmente identificável, pois a tese nada mais é do que a idéia-guia do texto.Para que seja cumprido o propósito de explicitação da tese defendida no texto é necessário que a frase ou o parágrafo usado para expressá-la faça sentido. 5. Roteiro:Passadas as etapas de coleta do material, organização de dados e decisão da tese que será defendida no texto. É momento de produção do roteiro.Segundo Serafini (2001), o mapa é uma visualização espacial do resumo do texto enquanto que o roteiro serve para ordenar a seqüência em que as informações serão apresentadas na produção escrita. Diferentemente do mapa o roteiro é composto por uma lista de elementos organizados preferencialmente de maneira vertical na página Sua seqüência pode vir identificada por números ou letras para melhor visualização..Na compreensão de um texto as anotações feitas durante a leitura assemelham-se a um roteiro. Essas anotações podem ser feitas através de frases inteiras (as que são consideradas relevantes ao assunto) ou palavras-chaves. Para os principiantes, a autora orienta que optem pela primeira estratégica, uma vez que o segundo método apresenta apenas uma noção vaga do conteúdo e isso pode não funcionar para aqueles que ainda não adquiriram o hábito da leitura e escrita. 

10. BUSCAR INFORMAÇÕES REFERENTES AO TEMA ESCOLHIDO PARA A PRODUÇÃO INDIVIDUAL. (PESQUISAR EM JORNAIS, REVISTAS, SITES, LEVANTAR UMA PESQUISA NA PRÓPRIA ESCOLAR...) 

Está aproximando-se o momento de produzir o artigo individual acerca do tema eleito pelos alunos. A produção se dará da mesma forma como ocorreu na produção coletiva. Pediremos aos alunos a apresentação escrita da primeira fase fundamental para a produção de um texto, que corresponde ao momento de pré-escritura: a seleção das informações, organização, categorização, o mapa e o roteiro do texto que será escrito. Esse procedimento conduzirá o aluno a organizar suas idéias de forma mais sistemáticas e nós auxiliará a realizar uma avaliação conceitual do que já foi apreendido pelo aluno e quais são as lacunas ainda existentes. Orientaremos os alunos a respeito dos critérios de avaliação para que deixá-los consciente do que será exigido. Avaliação será conceitual mediante a apresentação do roteiro, mapa das idéias e rascunhos. 

11.FAZER UMA PRODUÇÃO ESCRITA INDIVIDUAL. / APRESENTAÇÃO DOS CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO.

 Segue o enunciado elaborado para a escrita do artigo dos alunos. Nele constam informações que esclarecem ao aluno: o que ele vai produzir, com que objetivo ele vai produzir, para que ele vai produzir.

Escreva um artigo de opinião para a seção Tecendo argumentos do blog Rio de palavras, oceano de ideias, buscando convencer os leitores a concordara com seu posicionamento acerca do seguinte tema: (NOME DO TEMA ESCOLHIDO EM ELEIÇÃO PELOS ALUNOS).

 ► Lembrete: ▪ Como se trata de um texto de natureza argumentativa lembre-se de utilizar das seqüências argumentativas estudadas.
▪ Formule um pressuposto e veja se ele permite uma boa argumentação. Faça a pergunta por quê? Ou como? (As respostas serão seus argumentos)▪ Utilize uma linguagem formal.▪ Não se esqueça de identificar o título e autoria do artigo.
Não se esqueça de auto-avaliar sua produção antes de entregá-la:▪ No plano das informações:- Logo no primeiro parágrafo ficou claro o que você quis discutir,- Seus argumentos respondem ao seu pressuposto claramente.- O ultimo parágrafo tem estreita relação com o primeiro, fechando assim o texto.▪ No plano da forma:- Há coesão entre as frases e entre os parágrafos.- As frases e parágrafos formam um todo de sentido. (O texto é coerente)- As frases têm boa extensão (não estão muito longas ou muito curtas).

12. FAZER A REVISÃO E A REESCRITA DA PRODUÇÃO INDIVIDUAL, MELHORANDO-A. 

Essa etapa pode ser realizada de duas maneiras: A primeira (e mais indicada) é promover o troca-troca de artigos. Pediremos para que em dupla os alunos troquem de produção entre si para com o intuito de fazer o colega ter conhecimento do texto do outro, revisando-o e opinando com sugestões de melhorias. Posteriormente revisaremos todos os textos guinando os alunos a realizarem as adequações necessárias, buscando melhorar a produção escrita. Apresentaremos sugestões de palavras, ordem de frases e estrutura, bem como as falhas ortográficas. A segunda maneira é considerar apenas a última etapa explicita no primeiro procedimento, descartando possibilidade de trocas de artigo entre os alunos. (Usaremos desta metodologia caso seja observado que a primeira não funcionará. O que determinará nossa escolha é a participação efetiva dos alunos) Após as correções os alunos serão orientados a digitares seus textos e trazerem salvos no próximo encontro para que possamos publicá-los na sessão Tecendo argumentos do blog. 

13. PUBLICAR JUNTO COM OS ALUNOS OS ARTIGOS NO BLOG RIO DE PALAVRAS, OCEANO DE IDÉIAS. IN: http://eccriandoargumentos.blogspot.com/

 Momento de encerrar os trabalhos e publicar no blog os resultados obtidos na produção realizada pelos participantes da oficina. Nessa etapa final (bem como na primeira parte da sequência) o cenário da aula necessita ser em um laboratório de informática, uma vez que, será feita a distribuição dos alunos nos computadores para realização das postagens. Caso não seja possível essa distribuição o poderemos fazer diretamente as postagens em um único computador, compartilhando todo o processo com o aluno autor da produção. È importante que antes da publicação possamos verifique junto com o aluno se não há nenhum erro de digitação ou alterações no artigo revisado.

  14. AVALIAÇÃO FINAL DOS TRABALHOS SOB CRITÉRIOS PREDEFINIDOS E EXPLICITADOS AOS ALUNOS NO MOMENTO MEDIANTE A APRESENTAÇÃO DA PROPOSTA. 

Promoveremos um momento de socialização com os alunos para discutirmos sobre a realização dos trabalhos desenvolvidos durante o período de aplicação da oficina, colocando os pro e os contras desse processo. Essa auto-avaliação socializada servirá de feedback para os alunos, para nós e para a escola. Que poderá visualizar a partir dos depoimentos dos alunos o grau de aprovação obtido no processo de ensino/aprendizagem abordando a perspectiva conceitual de oficinas com os alunos.

REFERÊNCIAS: 
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BRAKLING, Kátia Lomba. 2000.Trabalhando com artigo de opinião: re-vistando o eu no exercício da (re) significação da palavra do outro. In: ROJO, Roxane (org.) A prática de linguagem em sala de aula: praticando os PCNs. Coleção As faces da Linguistica Aplicada. São Paulo: EDUC/Campinas, SP: Mercado de Letras.COSTA VAL, Maria da Graça. 1991. Redação e textualidade. Martins fontes. São Paulo.
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DE SOUZA, Nilson José. Canteiro de palavras. In: Jornal Zero Hora. Porto Alegre, RS
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HEERDT, Mauri Luiz. (s/d). O projeto de pesquisa. Universidade do Sul de Santa Catarina - UNISUL. Campus Grande Florianópolis. Disponível em: www.socialiris.org/Imagem/boletim/arq48d6e90da3588.doc. Acessado em:30/01/2010
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ROJO, Roxane. 2000. Modos de transposição dos PCNs às práticas de sala de aula: Progressão curricular e projetos. In: ROJO, R. (org.).2000. A prática de linguagem em sala de aula: praticando os PCNs. São Paulo: educ, Campinas: Mercado das Letras.RASGA , Katty.(s/d). Caras na minha janela... seqüência didática. Oficina Pedagógica - DE S.J.Casmpos/SP. Disponivel em: http://sites.google.com/site/kattyrasga07/sequ%C3%AAnciadid%C3%A1tica2. Acessado em: 06/09/2010.
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ROESE, Mda. Adriana. (2003). Oficinas. Universidade Federal do Rio Grande do Sul.Escola de enfermagem. Departamento de assistência e orientação profissional. Porto Alegre.Disponível em: http://www.google.com.br/#hl=pt-BR&q=apresenta%C3%A7%C3%A3o+em+power+point++oficinas+MINISTRANTE%3A+Mda.+Adriana+Roese&aq=f&aqi=&aql=&oq=&gs_rfai=&fp=7a29d84270957499. Acessado em: 06/09/2010

[1] BRAKLING, Kátia Lomba. 2000.Trabalhando com artigo de opinião: re-vistando o eu no exercício da (re) significação da palavra do outro. In: ROJO, Roxane (org.) A prática de linguagem em sala de aula: praticando os PCNs. Coleção As faces da Linguistica Aplicada. São Paulo: EDUC/Campinas, SP: Mercado de Letras.





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COSTA, Maria Euridene da Silva da. 2010.Monografia: O processo de construção da tipologia argumentativa no artigo de opinião escolar. Limoeiro do Norte - CE. Disponivel em: http://eccriandoargumentos.blogspot.com/b/post-preview?token=OEdt7CsBAAA.5wVbCH81Jt5dWQwLtHLuXg.05xXEid8b3fzp6CRq1m8hg&postId=5274268724187461886&type=POST. Acessado em: (DATA)

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1 comentários:

'Razão e Sensibilidade...

Esta sequência didática de fato mostra os procedimentos didáticos necessários para o docente conseguir com que os alunos sejam motivados a escrever artigos de opinião. Portanto, temos uma sequência didática de um ensino produtivo, pois possibilita a integração de conhecimentos linguísticos, culturais e sociais. Parabéns, Euridene.
Prof. Lailton Duarte,
Professor de Linguística do Curso de Letras da Fafidam/ Uece.

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'Ele entendida das coisas!

'Ele entendida das coisas!
"O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é CORAGEM..(Guimarães Rosa)
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