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De volta aos estudos.;)

E finalmente as férias chegaram... meu trabalho acabou e o momento agora é de concentra-se exclusivamente em minha monografia. Esses dias (os dois últimos para ser mais precisa) ensinaram-me que preparar uma sequência didática "salvadora da pátria" não é fácil. Preciso construir uma sequência didática muito boa, que funcione e que seja capaz de superar meus objetivos, planejada e eficiente, afinal de contas no fundo ela será meu argumento de defesa. Uma vez que o "charme" da minha monografia é a metodologia aplicada. Estou preocupada novamente com o tempo, pois ele "escorre pelas mãos" e sinceramente nunca tive muito domínio de retensão ou aproveitamento máximo (confesso que me deixo enterter em meio ao turbilhões de 'vidas' que tempos. ) Muita coisa me distraí =/. Mas resisto,sei que pensar exige isso. (às vezes um certo distanciamento).
Tenho lido muita coisa (algumas muito boas outra nem tanto), feito algumas seleções de ideias, planejado algumas estratégias e fiz uma releitura de tudo que escrevi até o momento. Continuo acreditando nela. Continuo pensando que vai dar certo, que vai ser boa a experiência.
Entendo que escrever é um desafio, não há como ser fácil, pois o ato da escrita nos exige pensamento, planejamento, conhecimento, disposição, revisão... e tudo isso exige tempo, amadurecimento, busca, angústia, alegria...
Em minha buca por material, por algo que possa guiar-me nesse caminho tão desconhecido por mim encontrei uma crônica muito boa que fala justamente sobre o ato de escrever. Vejam:

CANTEIRO DE PALAVRAS

Nilson de Souza (
Jornalista, cronista e editor de opinião do Jornal Zero Hora.)

Qual é o seu ofício – me pergunta com certa formalidade o simpático velhinho da fila do banco, depois do cumprimento habitual e do comentário sobre o tempo, rotinas que servem para quebrar o gelo (no nosso clima, literalmente) entre desconhecidos circunstancialmente íntimos pela espera compartilhada. Quase digo que sou jornalista, mas me policio porque conheço o poder inibidor da minha profissão.
– Vivo de escrever! – respondo no mesmo tomevasivo, tentando decifrar o efeito da resposta no seu olhar enrugado. Lembro de um escritor que falou coisa semelhante para uma empregada de poucas luzes e recebeu de volta um comentário um tanto surrealista, provavelmente buscado nos anúncios de empregos dos jornais:
– Ah, o senhor tem redação própria?
Mas o meu interlocutor momentâneo não manifesta qualquer curiosidade sobre o gênero dos meus escritos, se preencho notas fiscais ou elaboro poemas parnasianos. Está mais interessado em mostrar suas duas mãos, dois conjuntos desarmônicos de calos e cicatrizes.
– Eu sou cortador de pedras – me diz com indisfarçável orgulho de quem detém um dote raro.
Antes que a fila ande, tenho tempo ainda para ouvir algumas explicações sobre a arte de tirar paralelepípedos da rocha bruta, sobre as ferramentas que usa e sobre a quantidade de peças que produz. Ouço em silêncio para não perturbar a narrativa, mas seu trabalho não me é estranho.
Perto de minha casa há uma pedreira. Conheço a faina dos homens empoeirados que lá labutam. De vez em quando fico ouvindo a distância o martelar dos canteiros e pensando na célebre fábula sobre perseverança, escrita por Jacob Riis, que tem como personagem exatamente um cortador de pedras. Diz mais ou menos o seguinte: “Quando nada parece dar certo, eu observo o homem que corta pedras. Ele martela uma, duas, centenas de vezes, sem que uma só rachadura apareça. Porém, na centésima primeira martelada, a pedra se abre em duas. E eu sei que não foi aquela pancada que operou o milagre, mas todas as que vieram antes”.Pois escrever, me dou conta enquanto preencho o cheque, não deixa de ser um processo semelhante. A gente martela centenas de vezes até que brote do cérebro (ou do dicionário) a palavra adequada, talvez a única capaz de servir à construção literária planejada. Nem sempre se consegue. A não ser que o canteiro de letras tenha o talento daquele escultor de estátuas eqüestres que explicava com simplicidade como conseguia tal perfeição: – Eu tiro da pedra tudo o que não seja cavalo.

Espero que tenham gostado, assim como eu. (;

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